Acho que era em 1978, tinha eu 7 anos de idade. Eu estudava pela manhã e ajudava meu avô na sapataria dele à tarde, fazendo mandados, arrumando as prateleiras etc. Pois bem, um dia desses ele me pediu para ir até à agência da Caixa Econômica Federal para pegar um dinheiro. Eu achei muito bom pois seria uma oportunidade de entrar na agência da Caixa, recém instalada na cidade. Eu não queria entrar na agência sem motivo pois tinha medo de me pegarem e me botarem pra fora, medo de menino matuto do interior do Nordeste. Pois fui lá. Ficava a 3 quadras, mais ou menos. Peguei o papel com o nome da pessoa anotado e o valor.
Quando cheguei na agência, fui entrando e fui logo sentindo uma sensação estranha. Um frio danado que vinha das pernas, subindo pela coluna. Que coisa horrível era aquela. Olhei para os lados e ninguém se importava... Será que eles estavam sentindo o mesmo que eu? De repente me deu um medo de morrer e pensei logo em ir embora. Pois dei o fora da agência o mais rápido possível, não aguentava mais aquela sensação de morte. Quando cheguei no meio da rua, voltou o meu calorzinho costumeiro... Ha há!! Deve ser o tal do ar condicionado!! O frio deve ser do tal do ar-condicionado! Não vou morrer!!
Voltei então para a agência, senti agora o friozinho gostoso do ar-condicionado, peguei o dinheiro e fui!!!
Um comentário:
Hahahaha, só o Florêncio mesmo. Boa.
Falta falar sobre os experimentos científicos, especialmente o do calango.
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